
Surpris par l'interview du jeune attaquant brésilien Renato Felipe à un site brésilien, il affirme avoir été prêté par le Spartak Moscou pendant 3 mois à l'ASSE la saison dernière, avoir joué des matches amicaux avec l'équipe de Galtier et se félicite d'avoir beaucoup appris aux côtés de Brandao.
Suis-je le seul à n'avoir jamais entendu parler de ce gars là lors de son passage chez nous ?
http://www.futnet.com.br/futebol/notici ... -na-russia
Com passagens pelas divisões de base de Atlético Paranaense e Botafogo, o jovem meia Renato Felipe está desde 2013 defendendo as cores do Spartak Moscou na Rússia. Atualmente na equipe sub-19 do clube da capital, o meia-atacante já foi chamado também para a sub-21 para a disputa do Campeonato Russo da categoria. Fã do futebol de James Rodríguez, ele ainda gostaria de voltar ao Brasil um dia para defender o Furacão, o Glorioso ou o São Paulo, time do coração.
Renato conta também que teve a ajuda de alguns brasileiros do time profissional do Spartak para se adaptar – o zagueiro João Carlos (ex-Vasco) e o volante Rômulo (também ex-Vasco e da Seleção Brasileira) ainda defendem a equipe, enquanto o volante Rafael Carioca (ex-Grêmio e Vasco) deixou o time no meio de 2014 para defender o Atlético Mineiro e o atacante Ari (ex-Fortaleza) saiu em 2013 para o também russo Krasnodar. Confira a íntegra da entrevista exclusiva do FutNet abaixo.
Renato, como tem sido a tua carreira até agora?
Comecei a jogar no XI de Agosto, que é um clube amador da cidade em que eu nasci (Tatuí, em São Paulo), depois fui para o Atlético-PR e fiquei dois anos lá . Fui para o Botafogo, e no ano passado fui negociado com o Spartak Moscou.
Fui emprestado ao Saint-Etienne, da França, por três meses e voltei agora. Estamos disputando a Premier League Russa Sub-21, atualmente somos os lideres do campeonato e eu já marquei nove gols nessa temporada.
E você tem jogado regularmente pelo Spartak?
Eu jogo mais pelo sub-19, mas às vezes sou relacionado para alguns jogos da liga sub-21. Amanhã (quinta, dia 13 de novembro) vamos jogar uma partida amistosa contra o Los Angeles Galaxy aqui pelo sub-19 e em dezembro vamos fazer um tour para jogar torneios amistosos nos Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Emirados Árabes e Grécia.
Quais as tuas características como jogador?
No Brasil eu jogava de atacante, mas aqui me ensinaram muitos atributos táticos e agora eu sou meia armador. Também jogo de ponta-direita, chuto com as duas pernas, sou cobrador de faltas. Sou um jogador técnico, sou articulador e finalizador. Não sou de ficar dando dribles, só organizo as jogadas. Eu me espelho no James Rodriguez, pois temos as mesmas características. Meu estilo de jogo é semelhante ao dele, mas é claro que não existe comparação.
Quais as principais diferenças que você viu no futebol russo?
Aqui o jogo é bem cadenciado, tem muita tática e força física. Os jogos são bem mais disputados, as rivalidades aqui são levadas bem a sério, até mesmo nas categorias de base, e a torcida é muito exigente, eles são de pegar no pé mesmo. Aqui é levado em conta o jogo coletivo, mas é claro que nós brasileiros temos mais habilidade. Eles são bons de marcação e dificultam o meu estilo de jogo, mas é bem competitivo e isso é bom. E têm pouquíssimos brasileiros jogando nas categorias de base de clubes russos. Só conheço o Gustavo Henrique (ex-Novo Hamburgo e Paysandu), da base do Torpedo Moscou.
Você não acha que estar em um futebol teoricamente mais fraco pode prejudicar o desenvolvimento?
Acho que para garotos como eu não compromete, porque aqui temos muitas competições para jogar e toda temporada enfrentamos grandes clubes do mundo pelos torneios juniores internacionais. Esse ano, por exemplo, enfrentamos Barcelona, Liverpool e Juventus por esses torneios. A gente conseguiu fazer jogo duro com eles, perdemos do Barcelona por 3 a 2, ganhamos do Liverpool por 4 a 1 e perdemos para a Juventus por 2 a 0 pelo sub-19. Isso ajuda muito para que possamos nos desenvolver e, infelizmente, no Brasil não temos um torneio nacional de alto nível. Isso dificulta o desenvolvimento do atleta.
Como é a tua relação com os brasileiros do Spartak? Eles te ajudaram na adaptação?
Tem o Rômulo e o João Carlos, só que eles são do time principal. Eu já tive alguns treinos no time de cima e sempre vou com eles nos tours de inverno que ocorrem aqui, porque o campeonato para em dezembro e volta em março por causa do inverno, que é muito rigoroso. O João Carlos e o Rômulo ajudaram bastante a me adaptar aqui. A minha principal dificuldade foi o idioma, mas agora fiz um curso e já falo russo fluente. Aqui a torcida é muito apaixonada, especialmente a do Spartak. O Spartak é como o Corinthians e Flamengo, aqui é o time do povo e tem a maior torcida do país. A torcida é muito apaixonada e isso me surpreendeu, porque o povo russo é bem reservado e fechado, mas com o tempo eles pegam simpatia com a gente. Tinha outros brasileiros aqui até o meio do ano, como o Rafael e o Ari, só que eles sairam e agora só restou nós aqui.
O que você mais sente falta no Brasil e no futebol daqui?
Eu sinto saudades do calor do Brasil, dos amigos. No futebol brasileiro sinto falta de poder jogar no meu país, do povo, dos grandes duelos que tem aí, e da rotina que eu tinha.
O povo russo já está animado para a Copa do Mundo de 2018?
Estão todos muito animados, eles têm condições de fazer uma boa Copa tanto dentro como fora de campo. A estrutura é perfeita. Agora recentemente foi inaugurado a Otkyabr Arena, que é o nosso estádio, e ficou perfeita. A Copa de 2018 aqui tem tudo para ser boa.
Algum jovem russo da base do Spartak que seja bom ficar de olho para o futuro?
O goleiro do time aqui é muito bom, o Anton Mitryushkin (de 18 anos). Tem o Dmitri Malikov (17 anos), que é um ótimo atacante, e tem também o Ayaz Guliev (18 anos), que é meu companheiro de meio-campo. Esses são muito promissores.
Nota da redação: Mitryushkin e Guliev estiveram com a Rússia no Mundial Sub-17 de 2013.
Como foi a tua passagem no Botafogo e a saída do Brasil?
Joguei lá quatro meses no ano passado, acho que 12 ou 13 jogos, e marquei três gols. Foi uma passagem rápida, mas foi ótima e espero voltar um dia. Eu sou torcedor do São Paulo, mas lamento ver o Botafogo nessa situação em que está. Tem alguns brasileiros aqui em Moscou que são botafoguenses e eu fico muito triste em saber que o Botafogo está nessa situação. Antes a passagem no Atlético Paranaense foi ótima, foi o meu primeiro time. Joguei muitas partidas lá e conquistei alguns títulos importantes. Eu estava emprestado ao Botafogo pelo Atlético/PR e os olheiros do Spartak me viram jogar no Torneio de Ostrach, na Alemanha, quando eu ainda estava no Atlético. Quando fui emprestado ao Botafogo eu já tinha assinado um pré-contrato com o Spartak e vim para cá em julho do ano passado.
Ainda tem amigos no futebol brasileiro?
No Atlético/PR eu tenho muitos amigos: tem o Taiberson (atacante), que hoje está no Inter; o Layo (zagueiro), que está no Figueirense; o Leo Pereira (zagueiro), Hernani (volante), Pedrinho Maradona (ex-auxiliar da base), Sandro Forner (técnico da base), Afonso (atacante). Tem também o Boschilia (meia do São Paulo), João Schmidt (volante ex-São Paulo), que está no Vitória de Setubal; Lucas Piazón (atacante, pertence ao Chelsea, ex-São Paulo), do Eintracht Frankfurt; Wallace (lateral-direito, pertence ao Chelsea, ex-Fluminense), do Vitesse; Nathan Aké (zagueiro nigeriano) e Andreas Christensen (zagueiro dinamarquês), ambos do Chelsea; Adryan (meia ex-Flamengo), do Leeds United. Eu tenho muitos amigos no futebol e hoje muitos estão em situações melhores que a minha, mas eles merecem tudo isso. São muito humildes e excelentes jogadores.
Você esteve emprestado na França, como foi a experiência?
O Spartak me emprestou, e fiquei a metade da temporada passada no Saint-Etienne. Aprendi muitas coisas com o Brandão (centroavante ex-Cruzeiro e Grêmio, hoje no francês Bastia) e o estilo de jogo da França é muito bom. Também joguei alguns amistoso com o time principal do Saint-Etienne e isso foi muito bom para o meu crescimento e desenvolvimento dentro de campo
Quais as tuas ambições no futebol?
Eu pretendo cumprir o meu contrato aqui (vai até julho de 2018), mas meu objetivo é chamar a atenção dos grandes clubes da Europa. Também quero ir para uma liga que tenha mais visibilidade, porque a Liga Russa ainda não é muito vista no mundo, então mesmo se eu subir para o profissional do Spartak eu vou continuar sendo desconhecido aí no Brasil. E isso aumenta a possibilidade de eu poder mostrar o meu trabalho para o Gallo e os olheiros da Seleção Brasileira Olímpica. Se um dia voltar ao Brasil gostaria de jogar no Botafogo, no Atlético Paranaense ou no São Paulo.
Nome: Renato Felipe Domingues dos Santos
Data de nascimento: 2 de abril de 1996
Clubes: Atlético Paranaense (2010-2012), Botafogo (2013),
Saint-Etienne (2014) e Spartak Moscou (desde 2013)
Inspiração como jogador: James Rodríguez, meia colombiano do Real Madrid
Ídolos no futebol: Rogério Ceni, Kaká, Cristiano Ronaldo, David Beckham, Ronaldinho Gaúcho,Damien Deom, Neymar, Frank Lampard, Steven Gerrard e Jason Terry